Podem dizer-me que tenho embirrações de estimação, porque é verdade. Mas eu não embirro à toa, e depois, o meu embirrar não faz mal a ninguém, antes pelo contrário.Estava eu na paz da estrada, a caminho de ir almoçar quando na telefonia a "locutora/animadora" lança esta: «...e para quem gosta de plásticas, é mesmo aqui, a ouvir os Plastica com "under the neon lights"» e tunga, entra a musica. (...) Juro, eu, até parei na passadeira quando não havia ninguém para passar. Oudaçe, não consegui perceber a associação (se é que há uma). Mas haverá quem goste de plásticas? intervenções cirúrgicas? e mesmo que haja, o lugar d'elas é a ouvir esta estação emissora? a ouvir a musica dos Plastica? Oudaçe, mas o que é que a moça quis dizer com aquilo? Desisti de pensar nisso e fui almoçar a abanar a cabeça com esta minha embirração de estimação chamada Ana Galvão. É que já não foi a primeira do género que lhe ouvi e, seguramente, não será a última.
Porque não páras de ouvir, perguntará o estimado leitor. Ora, porque eu estimo as minhas embirrações de estimação.


